| APRESENTAÇÃO |
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Origens
A transição do regime autoritário para a democracia no Brasil, no final dos anos 70 e no decorrer dos anos 80, colocou em evidência a persistência de graves violações de direitos humanos. O fim da repressão à dissidência política não se traduziu em controle democrático da violência e da ação violenta dos agentes públicos encarregados de aplicar lei e de proteger os direitos humanos. O processo de consolidação democrática tem sido, ao que parece, acompanhado da exacerbação de traços de comportamento coletivo que acenam para: homofobia, misoginia, racismo e outras formas igualmente insidiosas de discriminação que restringem direitos fundamentais, tornam a vida coletiva insegura e comprometem a realização da democracia e a universalização da cidadania. Diferentes grupos sociais identificados como defensores e/ou promotores de direitos humanos, espalhados por todo o território brasileiro, converteram-se também em produtores de conhecimento e de inovação tecnológica, bem como formuladores de políticas públicas. Em especial, contribuíram para formar lideranças políticas, educadores e promotores de direitos humanos, além de reduzirem resistências e criarem atitudes favoráveis à proteção desses direitos. Faltava a criação de uma associação que, ao lado do saber acumulado por anos de militância política, contribuísse para a formação de uma comunidade de pesquisadores especializados em direitos humanos. Em junho de 2003, em Brasília, foi finalmente decidida a criação da Associação Nacional de Direitos Humanos - Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP), nos moldes de outras associações científicas congêneres. Objetivos Os objetivos da ANDHEP compreendem esforços para:
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